Cosanpa dialoga sobre saneamento e mudanças climáticas durante a COP30
Publicado em: 12 de novembro de 2025 - Horario: 20:07

Encontro promovido pela Aesbe na Casa do Saneamento discutiu diretrizes e estratégias de adaptação do setor às mudanças climáticas

A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) participou, nesta quarta-feira (12), do bate-papo “Saneamento e mudanças climáticas: diretrizes aos governos subnacionais”, promovido pela Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), na Casa do Saneamento, em Belém. O evento reuniu representantes de companhias estaduais, gestores públicos e técnicos do setor para debater os desafios e as estratégias de adaptação do saneamento frente às mudanças climáticas.

A abertura foi feita pelo presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Alexandre Motta, que explicou a origem e o propósito da Casa do Saneamento.

Foto: Divulgação

“A Casa do Saneamento nasceu de uma demanda do setor para participar da COP. Havia o entendimento de que não há segurança hídrica sem uma discussão séria sobre saneamento. O espaço foi criado para unir esforços, ampliar o diálogo e colocar o saneamento na pauta pública. Hoje, 18 instituições se unem aqui para mostrar que o saneamento é estratégico para o desenvolvimento e para a saúde das pessoas”, destacou o presidente da Funasa.

Durante o encontro, a Aesbe apresentou o documento “Diretrizes para o Enfrentamento das Mudanças Climáticas”, parte da série Universalizar, que reúne 60 recomendações elaboradas coletivamente ao longo de um ano pelas companhias estaduais associadas.

Foto: Divulgação

“O documento faz uma correlação entre as mudanças climáticas e os serviços de água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem urbana. Ele serve como instrumento de apoio à gestão, para que cada prestadora possa se reconhecer nos desafios e aprimorar suas ações”, explicou o diretor executivo da Aesbe, Sérgio Gonçalves.

A participação da Cosanpa reforçou o papel do saneamento na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e na preservação dos recursos hídricos. O presidente da Companhia, coronel Dilson Júnior, destacou que a Cosanpa vive um novo momento após o avanço do processo de concessão do saneamento do Estado, com esforços também voltados ao saneamento rural.

“A COP 30 nos permite conhecer práticas que podem fortalecer nossas ações e inspirar novas soluções. Hoje, a Cosanpa enfrenta o desafio de expandir o saneamento para áreas rurais, o que exige planejamento, inovação e diálogo com as comunidades. Então, estar aqui, debatendo e aprendendo, reafirma o compromisso da Cosanpa. Essa é a nossa contribuição para um futuro mais equilibrado, em que o desenvolvimento caminhe junto com a preservação da Amazônia”, afirmou o presidente.

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